Apresentação
- Instituto Guatambu de Cultura
QUADRO DE INFORMAÇÕES
GERAIS
Nome Instituto Guatambu
de Cultura
CNPJ 03.497.396/0001-12
Endereço Av. Manoel Martins, 119.
Jd Samambaia, Mairiporã - SP.
CEP: 07600-000. Telefone (11) 4485-2373
E-mail guatambu@guatambu.org
Inscrição Municipal Mairiporã Nº 9.412
Presidente Antonia
de Lourdes Samões Chiancone
FINALIDADE E HISTÓRICO DA ORGANIZAÇÃO
Fundado no segundo semestre de 1999, o Instituto Guatambu de Cultura
(adiante denominado IGC) caracteriza-se como ONG de caráter
ambiental, educacional e cultural e tem por objetivo contribuir
para o desenvolvimento social e para a preservação
e restauração ambientais.
A primeira realização do IGC foi o censo demográfico
completo do Jardim Samambaia - Mairiporã, sendo seu produto
utilizado como amostragem pelo próprio Instituto, na identificação
de beneficiários em potencial na região e de suas
necessidades.
Ainda em 1999, a equipe de trabalho do Instituto desenvolveu,
com financiamento do PCS (Programa Capacitação Solidária)
e em parceria com a Sociedade de Moradores e Proprietários
do Jardim Samambaia, o Projeto de Capacitação de
Jovens intitulado Projeto Samambaia - Educação Ambiental
e Restauração em Madeira, que capacitou 26 jovens
na área de marcenaria, enfatizando os trabalhos de restauração
em madeira, atividade esta, vinculada a um programa de educação
mais abrangente, que envolveu: aulas de língua portuguesa
- literatura e gramática, aulas de cálculo matemático,
aulas de ética e auto gestão, condicionamento físico,
oficinas de profilaxia abordando temas como uso de drogas, prevenção
de AIDS e DST(s) e planejamento familiar. O programa incluía
ainda, dinâmicas de grupo e educação ambiental,
tendo por objetivos reforçar a auto-estima dos jovens e
levar a comunidade local a respeitar as necessidades de preservação
dos recursos naturais, objetivando o desenvolvimento sustentável.
No início de março de 2000 o IGC inaugurou em parceria
com a Associação Anti-Alcoólica do Estado
de São Paulo e a Igreja Bíblica Rocha de Israel,
o Núcleo Jardim Samambaia da Associação Antialcoólica
do Estado de São Paulo - AAESP.
Ainda durante o primeiro semestre de 2000, o IGC iniciou sua participação
no Comitê das Bacias Cantareira Cabuçu, cujo objetivo
é contribuir para a expansão de programas de educação
ambiental, através da atividade em rede e da implantação
de diferentes projetos de intervenção sócio-ambiental.
No ano de 2000, o IGC desenvolveu com financiamento do PCS e em
parceria com O Velhão, As Véia e A Matissa, o Projeto
Guatambu - Serviços Gastronômicos, tendo capacitado
29 jovens como garçons e auxiliares de cozinha.
Ainda em 2000 o IGC participou do desenvolvimento em parceria
com a Aliança Pela Vida (ONG), Parque Estadual Alberto
Löfgren e Parque Estadual da Cantareira, do Projeto Caminhos
da Serra - Monitoramento Ambiental e Ecoturismo, tendo capacitado
26 jovens com apoio e financiamento do PCS.
Os dois cursos desenvolvidos no ano de 2000 e os novos cursos
desenvolvidos a partir de então, possuíam programas
abrangentes, em formato similar ao curso desenvolvido em 1999,
incluindo aulas diversificadas, destacando-se a educação
ambiental.
Durante 2001 e em parceria com a Comunidade Eclesial de Base -
São José Operário e São Francisco
de Assis, o IGC desenvolveu o Projeto Nova Consciência -
Planejamento Participativo e Auto Gestão Comunitária,
sendo responsável pelo atendimento de 40 jovens de Mairiporã,
na organização de diversos grupos operativos geridos
apenas por recursos da comunidade. Diferentes iniciativas foram
constituídas com este trabalho, abrangendo propostas como:
capoeira regional, coral, grupo de estudo de violão, futebol
misto, voleibol misto, biblioteca itinerante, grupo de reprodução
de mudas nativas da mata atlântica, entre outros. Concluído
o projeto os grupos continuaram funcionando de modo independente.
Também no ano de 2001, em parceria com a Universidade Paulista,
UNIP - Cantareira (Av. Santa Inês), foram propostos dois
cursos: (1) Curso de formação de psicólogos
para atuarem na área de Intervenção Sócio-ambiental,
como disciplina integrante do Curso de Graduação
em Psicologia e (2) Curso de Pós-Graduação
Lato Sensu em Intervenção Sócio-ambiental,
de caráter transdisciplinar.
No primeiro semestre de 2002 o IGC desenvolveu em rede de trabalho
junto ao Instituto Ing-Ong de Planejamento Socioambiental, os
Parques Estaduais da Cantareira, do Jaraguá e do Juquery,
somados a Brasil Nature, Curso de Monitoria Ambiental - Módulo
Básico que atendeu 40 jovens e adultos em programa de qualificação
profissional financiado pelo Fundo de Amparo ao Trabalhador -
FAT.
Também no primeiro semestre de 2002, o IGC iniciou sua
participação no Conselho Consultivo do Parque Estadual
da Cantareira, que tem por finalidade através da atuação
em rede de agentes locais, colaborar com a preservação
dos recursos naturais da unidade.
No mesmo intervalo de tempo, o IGC assessorou e apoiou a criação
de uma nova ONG, o Centro Comunitário da Infância
e Juventude - Thomaz Gouveia Neto, que em funcionamento inicial,
atendeu 25 crianças por ano. Com o passar dos anos o CCIJ
- Thomas Gouveia Neto junto a sua própria rede de parceiros,
se solidificou enquanto instituição, ampliando suas
instalações e sua capacidade de atendimento, que
passou para 100 crianças por ano, conforme status atual.
No segundo semestre de 2002, o IGC desenvolveu com financiamento
do PCS e em parceria com a SABESP e o Parque Estadual da Cantareira
o Projeto Paisagem - Paisagismo e Jardinagem, tendo capacitado
33 jovens como paisagistas e jardineiros.
Na passagem entre 2002 e 2003, o IGC desenvolveu em conjunto com
a Sociedade dos Moradores e Proprietários do Jardim Samambaia,
Parque Estadual Alberto Löfgren, Parque Estadual da Cantareira,
e Parque Estadual do Jaraguá, com financiamento do PCS
o Projeto Ver de Novo - Monitoria Ambiental e Ecoturismo, tendo
capacitado 33 jovens como monitores ambientais.
No decorrer do ano de 2003 o Instituto desenvolveu em parceria
com o Parque Estadual da Cantareira - Núcleo Pedra Grande
e Núcleo Águas Claras o Projeto Caminhos da Mata
- recepção turística e educação
ambiental, que atendeu cerca de 12.000 estudantes e professores
de redes públicas e particulares de ensino, bem como, contribuiu
com a recepção de visitantes da Unidade de Conservação
aos finais de semana abrangendo cerca de 60.000 visitantes recepcionados.
Entre o final do ano de 2003 e o início do ano de 2004,
o IGC desenvolveu a Pesquisa "Roleplaying Game e Inclusão
Social", realizada com apoio da Editora e Livraria Devir,
em parceria com o CEU Cidade Dutra e a Lvdvs Culturalis. A investigação
teve por objetivo comprovar a premissa de que o Jogo das Representações
(RPG) favorece por seu caráter cooperativo e dinâmico,
o desenvolvimento de diversas competências e habilidades,
ampliando nos participantes a capacidade individual para o protagonismo,
contribuindo com o aumento de atitudes participativas e assim,
concorrendo de modo geral para o aumento das perspectivas para
a inclusão social.
Desde novembro de 2005 ao momento presente, em parceria com o
Parque Estadual da Cantareira e com apoio da Companhia de Transmissão
de Energia Elétrica Paulista - a Transmissão Paulista
- CTEEP e da Luminar Montagens Elétricas Ltda o IGC tem
participado do desenvolvimento do Projeto Cuca - educação
ambiental de comunidades de entorno e monitoria ambiental, bem
como, em parceria com técnicos do Instituto Florestal representados
pelos departamentos de Fauna e Vegetação, o IGC
participa através do fornecimento de pesquisadores bolsistas
no desenvolvimento de pesquisas de Monitoramento de Fauna e Vegetação,
situadas nas áreas do PEC.
Com referência ao Projeto Cuca e durante o período
acima assinalado, temos que, até o término do ano
de 2006 atendeu cerca de 10.000 estudantes e professores de redes
públicas e particulares de ensino, bem como, contribuiu
com a recepção de visitantes da Unidade de Conservação
aos finais de semana abrangendo cerca de 59.000 visitantes. Além
disso, foram desenvolvidas atividades de educação
ambiental e atuação participativa junto a comunidades
e organizações de entorno do Parque Estadual da
Cantareira - Núcleo Pedra Grande, como medida preventiva
e de proteção, na qual, através do acesso
ao programa de educação ambiental e do engajamento
nos encontros participativos de educação ambiental,
o projeto vem envolvendo progressivamente a população
das regiões do entorno, com a consideração
das temáticas ambientais globais e locais, objetivando
não só a multiplicação de ações
sócio-ambientais, como também a manutenção
dos limites e dos recursos naturais da Unidade de Conservação.
E, dentre as participações em fóruns e congressos
realizadas pelo Instituto, convém destacar a presença
do IGC no Primeiro Fórum de Formação de Valores
de Responsabilidade Social na Gestão de Pessoas, promovido
pela Universidade Ibirapuera em fevereiro de 2006, com o objetivo
de contribuir para a ampliação da discussão
sobre a criação de caminhos para educação
acerca dos valores de responsabilidade social no âmbito
das instituições de ensino superior e seus.
Considerando o início do ano de 2007, o IGC, conforme assinalado,
mantém sua participação na rede de parceiros
que envolvem o Parque Estadual da Cantareira, o Instituto Florestal,
a CTEEP e a Luminar no desenvolvimento do Projeto Cuca - educação
ambiental de comunidades de entorno e monitoria ambiental, assim
como nos projetos de pesquisa e monitoramento de impacto de Fauna
e de Vegetação em desenvolvimento no PEC.
CARACTERIZAÇÃO
DA LOCALIDADE ONDE ATUA
A região de fronteira entre os municípios de Mairiporã,
Caieiras, Franco da Rocha e São Paulo caracteriza-se pelo
encontro do meio rural com o urbano. Muitos desses bairros acham-se
inseridos em importantes áreas de remanescentes da Mata
Atlântica ou com elas fazem divisa. As peculiaridades dessa
região a tornam uma interessante área de intervenção
socioambiental. Região de Reserva da Biosfera e de Mananciais
exige de seus moradores consciência de direitos e deveres
de cidadania, de ordem social e ecológica. O encontro humano
caracteriza-se pela convivência entre grupos de diferenças
sócio-econômicas marcantes - moradores de casas grandes
rodeadas de jardins e moradores de casas pobres ou paupérrimas.
O isolamento geográfico e a falta de recursos financeiros
restringem ainda mais o acesso da população com
menor poder aquisitivo, a programas culturais e de educação,
entre outros. Este quadro favorece a instalação
de formas de sub-emprego e sub-aproveitamento de recursos humanos
e materiais, em um mercado local de trabalho não suficientemente
abrangente para absorver os jovens e adultos produtivos na região.
Por outro lado, apesar da grande importância da preservação
dos recursos hídricos e demais recursos naturais relacionados
às reservas de biosfera, a região sofre constantes
e progressivos impactos ambientais ocasionados pela freqüência
e ocupação humana nestas áreas. O processo
de urbanização, o loteamento da Serra da Cantareira
que não respeita nem mesmo as áreas protegidas por
lei, invasões nos mais diversificados locais, construções
irregulares, implantação de estabelecimentos comerciais
ou empresariais sem respeito à lei ou ao meio, caçadores,
palmiteiros, contrabandistas de espécies silvestres, turistas
e moradores sem responsabilidade social, além de inúmeros
outros agressores, que se beneficiam do déficit do poder
público em arcar com o ônus da fiscalização
séria e responsável de nosso patrimônio nacional.
SOBRE A PRESIDÊNCIA
De sua fundação até o ano de 2004 o ICG foi
presidido pela Doutora em Psicologia e Antropologia pela USP,
Ronilda Ribeiro, pesquisadora do Instituto de Psicologia da Universidade
de São Paulo e da Universidade Paulista UNIP.
De 2004 ao momento presente, o IGC passou a ser presidido por
Antonia de Lourdes Samões Chiancone, Psicóloga do
Poder Judiciário do Estado de São Paulo.
FONTE
DE RECURSOS FINANCEIROS
Os recursos captados até o momento estão relacionados
a projetos financiados e a parceiros financiadores, dentre os
quais podemos destacar a Associação de Apoio ao
Programa Comunidade Solidária (AAPCS), que financiou até
o ano de 2003 cinco diferentes projetos de capacitação
de jovens, além de patrocinar cursos de aprimoramento para
representantes da equipe técnica de trabalho. Dentre os
parceiros financiadores apresentamos também a Editora Devir
que ofereceu apoio e subsídios para realização
de pesquisa no âmbito da educação e psicologia.
E, por fim, destacamos como parceiros financiadores contemporâneos
a Luminar Montagens Elétricas Ltda, bem como a Companhia
de Transmissão de Energia Elétrica Paulista - a
Transmissão Paulista - CTEEP, através de seu subsídio
para realização de projetos de educação
ambiental e pesquisa em meio ambiente.
PARCEIROS DA ORGANIZAÇÃO
Dentre as principais parcerias estabelecidas, destacamos: Associação
de Apoio ao Programa Capacitação Solidária
(AAPCS), Parque Estadual Alberto Löfgren, Parque Estadual
da Cantareira, Parque Estadual do Jaraguá, Parque Estadual
do Juquery, Prefeitura Municipal de Mairiporã, SABESP ETA
Guarau e Estação Elevatória, Companhia de
Transmissão de Energia Elétrica Paulista - a Transmissão
Paulista - CTEEP e da Luminar Montagens Elétricas Ltda.
Estes parceiros têm colaborado com o IGC de diversas maneiras,
tais como, disponibilização de recursos materiais
e humanos, apoio na realização de projetos, na divulgação
do Instituto e de suas realizações e na disposição
para realização de novas iniciativas.
RECURSOS
DISPONÍVEIS
O IGC dispõe atualmente de uma sede provisória,
na qual se desenvolve o intercâmbio com a comunidade e a
elaboração de projetos.
Conta com parceiros fortes e boas articulações na
comunidade em que está inserido, integrando diversas redes
locais.
Conta também com recursos de ordem humana bastante qualificados,
com uma equipe multidisciplinar que une representantes da comunidade
e ativistas de rede, aos profissionais vinculados à vida
acadêmica e pertencentes a diferentes áreas de formação,
que incluem: Administração de Empresas, Comunicação,
Contabilidade, Direito, História, Letras, Marketing, Pedagogia,
Psicologia, Sociologia, Tecnologia de Informação,
Turismo, entre outras.
QUANTO
À PRESERVAÇÃO AMBIENTAL
Ao idealizar a tarefa de preservar a fauna e a flora remanescentes
frente à contínua e progressiva ocupação
humana em áreas naturais, julgamos que entre os principais
fatores que levam à destruição do meio ambiente,
estejam a falta de informação, de fiscalização
e denúncia, ou simplesmente, o descaso para com a natureza
e a necessidade de preservação de seus recursos.
Buscamos, portanto, desenvolver ações que modifiquem
a postura dos moradores de áreas de mata atlântica
frente ao meio e ampliem seu envolvimento com a temática
do desenvolvimento sustentável, que busca atender as necessidades
do presente sem comprometer a capacidade das gerações
futuras de atenderem suas próprias necessidades (cf. definição
da Comissão Mundial Meio Ambiente e Desenvolvimento).
Tal sustentabilidade constitui grande desafio nas situações
de estreita relação entre meio ambiente, desenvolvimento
econômico e pobreza, dado que o crescimento populacional
faz aumentar a demanda por bens, do que decorre maior agressão
aos recursos naturais. Dentre as possibilidades para ruptura deste
circulo vicioso, encontram-se programas de mobilização,
sensibilização e educação da população.
A perspectiva global apresentada pela Comissão Mundial
de Meio Ambiente e Desenvolvimento e pelo Relatório do
Banco Mundial permite leitura acurada de situações
particulares de modo a favorecer propostas de intervenção
nessas situações. Pensar globalmente para agir localizadamente
caracteriza uma postura que encontra em León Tolstói
uma expressão poética: se queres ser universal pinte
a sua aldeia.