Programa
Natureza Viva
Projeto Nova Árvore - restauração ambiental
SOBRE
A ONG
Nome: Instituto Guatambu de Cultura
CNPJ: 03.497.396/0001-12 / Inscrição Municipal Mairiporã:
Nº 9.412
Endereço: Av. Manoel Martins, 567
Jd Samambaia, Mairiporã - SP - CEP 07600-000
Telefone/Fax: (5511) 4485-2373
Presidente:
Ronilda Ribeiro
Principais
parceiros da organização:
Associação de Apoio ao Programa Capacitação
Solidária (AAPCS),
Parque Estadual Alberto Löfgren,
Parque Estadual da Cantareira (PEC),
Parque Estadual do Jaraguá,
Prefeitura de Mairiporã,
SABESP,
Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo e
Universidade Paulista (UNIP).
Programa
Natureza Viva
- Projeto Nova Árvore - restauração ambiental
-
1. QUANTO
À PROPOSTA
Devido ao fato de estarmos inseridos em região de mata
atlântica na Serra da Cantareira, temos a oportunidade
de acompanhar o constante impacto ambiental causado pela crescente
ocupação humana na região. Preocupados com
a preservação das reservas de mata, de áreas
de mananciais e de diferentes espécies animais,
buscamos por meio deste projeto propor uma ação
contrária à degradação ambiental,
através da atividade de restauração ambiental
de áreas naturais degradadas neste bioma.
Trata-se portanto de um grande desafio: de recuperação
de matas ciliares, ampliação de áreas de
reserva de biosfera de mata atlântica e ampliação
de recursos naturais relacionados a estes ecossistemas, visando
não só a qualidade de vida das gerações
vindouras em âmbito nacional e global, como a preservação
de diferentes espécies brasileiras.
(...)
Na área originalmente ocupada pela Mata Atlântica
e seus ecossistemas associados se concentram hoje cerca de 2/3
da população brasileira. A ocupação
desordenada dessa região fez com que mais de 90% dessas
florestas tenham sido devastadas, tornando a proteção
de seus remanescentes uma das maiores prioridades ambientais em
termos planetários.
Conselho Nacional da Reserva da Biosfera, Caderno nº
7 - Carta de São Vicente - 1560
2. PROGRAMA
NATUREZA VIVA
O Programa Natureza Viva tem o objetivo de combater a
degradação ambiental sofrida pela mata atlântica,
priorizando regiões de reserva da biosfera e de mananciais.
Isso se pretende através da implantação de
um conjunto de projetos inter-relacionados e articulados em torno
de um eixo comum, abrangendo propostas como: educação
ambiental dos moradores de regiões de mata, educação
ambiental dos jovens alunos de escolas localizadas nas imediações,
promoção de passeios para estudo do meio, incentivo
à coleta seletiva de lixo, recuperação de
áreas degradadas, formação de agentes comunitários
de monitoramento ambiental, entre outras.
O presente projeto integra portanto, um programa mais abrangente
que tem por eixo a recuperação e preservação
das reservas naturais da mata atlântica.
"Assim,
para onde quer que nos voltemos, reencontramos esse mesmo paradoxo
lancinante: de um lado, o desenvolvimento contínuo de novos
meios técnico-científicos potencialmente capazes
de resolver as problemáticas ecológicas dominantes
e determinar o reequilíbrio das atividades socialmente
úteis sobre a superfície do planeta e, de outro
lado, a incapacidade das forças sociais organizadas e das
formações subjetivas constituídas de se apropriar
desses meios para torná-los operativos".
Félix Guattari, As Três Ecologias
3. RESPONSÁVEIS PELO PROJETO
COORDENAÇÃO
Eduardo Ribeiro Frias - Psicólogo Organizacional, Educacional
e Clínico; Pesquisador
Tel-fax (comercial) 4485-2373 CRP: 06/55240-5
Endereço Comercial: Instituto Guatambu de Cultura
Av. Manoel Martins, 567 - Jardim Samambaia, Mairiporã -
SP. CEP: 07600-000
RESPONSÁVEL
TÉCNICO
José Rafael Pinheiro Tostes - Mestre em Engenharia Agrícola,
Gestor de Projetos
Tel-fax (comercial) 4419-8018 e 4419-8023 CREA: 5060158243
Endereço Comercial: Secretaria de Obras - Prefeitura Municipal
de Mairiporã
R. Al. Tibiriçá, 374. Vila Nova, Mairiporã
- SP - CEP: 07600-000
4. RESUMO
DA PROPOSTA
Tendo em vista a urgente necessidade de concretizar iniciativas
em prol da recuperação e preservação
dos recursos naturais de nosso país, este projeto propõe
a restauração ambiental de áreas degradadas
da mata atlântica na serra da cantareira, nos município
de Mairiporã. Caieiras, Franco da Rocha e São Paulo,
visando a preservação de importantes recursos hídricos
desta região e a ampliação das reservas de
biosfera associadas a este bioma - que inclui: a Floresta Ombrófila
Densa, a Floresta Ombrófila Mista, a Floresta Estacional
Decidual e os ecossistemas associados.
Na atividade de recuperação ambiental, serão
atendidas áreas públicas, áreas associadas
ao sistema de mananciais e remanescentes de mata ciliar, áreas
gerenciadas por parques estaduais de São Paulo, áreas
gerenciadas pela SABESP e reservas particulares, conforme
a indicação das instituições co-participantes
como a Prefeitura Municipal de Mairiporã e a SABESP.
A atuação sincronizada e integrada com estes parceiros
permitirá localizar e priorizar as áreas degradadas
na região, organizando a ação de recuperação
ambiental das mesmas segundo urgência, viabilidade e sustentabilidade
da iniciativa. Neste contexto estabelecemos a meta inicial de
reposição de 30.000 mudas de árvores de diferentes
espécies nativas da mata atlântica nestas áreas,
no período de um ano.
"A
Mata Atlântica (...) originalmente cobria o território
brasileiro com cerca de 100 milhões de hectares de extensão
(...). Atualmente possui apenas 5% de florestas primárias,
caracterizando-se como a mais ameaçada em extinção
dentre as florestas tropicais do mundo (...)".
Conselho Nacional da Reserva da Biosfera,
Caderno 14 - Recuperação de Áreas Florestais
Degradadas Utilizando a Sucessão e as Interações
Planta - Animal
5. JUSTIFICATIVA
COM ANÁLISE DE CONTEXTO
Ao idealizar a tarefa de preservar a fauna e a flora remanescentes
frente à contínua e progressiva ocupação
humana em áreas naturais, julgamos que dentre os principais
fatores que levam à destruição do meio ambiente
estejam a falta de reposição dos recursos naturais
utilizados, de fiscalização e denúncia, ou
simplesmente, o descaso para com a natureza e a necessidade de
preservação de seus recursos.
Estes problemas e as preocupações que deles decorrem
nos leva ao envolvimento com a temática do desenvolvimento
sustentável, que busca atender as necessidades do presente
sem comprometer a capacidade das gerações futuras
de atenderem suas próprias necessidades (cf. definição
da Comissão Mundial Meio Ambiente e Desenvolvimento).
As perspectivas de solução para uma problemática
de tal ordem, para que sejam eficazes, devem ser concretizadas
de modo dinâmico e inter-disciplinar, visando o atendimento
de cada faceta do problema, o que pressupõe a abordagem
dos aspectos sócio econômicos, o desenvolvimento
de programas culturais e educacionais, bem como a atuação
prática de fiscalização e recuperação
de áreas degradadas pela presença humana.
A perspectiva global apresentada pela Comissão Mundial
de Meio Ambiente e Desenvolvimento e pelo Relatório
do Banco Mundial permite leitura acurada de situações
particulares de modo a favorecer propostas de intervenção
nessas situações. Pensar globalmente para agir localizadamente
caracteriza uma postura que encontra em León Tolstói
uma expressão poética: se queres ser universal
pinte a sua aldeia. Com essa ótica, pretendemos trabalhar
objetivos gerais e específicos, de modo articulado, conforme
descrito a seguir.
6. OBJETIVOS
Objetivos Gerais
(1) favorecer a ampliação e preservação
de reservas de biosfera de mata atlântica através
da recuperação de áreas naturais degradadas
neste bioma; (2) favorecer a preservação
de áreas de mananciais e da qualidade das águas,
através da recomposição de matas ciliares
degradas; (3) fortalecer viveiros de silvicultura gerenciados
por organizações co-participantes voltadas às
questões ambientais, através da utilização
de suas mudas; (4) estabelecer a médio prazo novos
parceiros, envolvendo empresas locais e pessoas físicas
com a responsabilidade social de preservação ambiental.
Objetivo Específico
Contrapor a degradação ambiental sofrida pela mata
atlântica em inúmeros focos, através da atividade
de reposição de espécies nativas para recuperação
de áreas naturais impactadas.
7. METAS
(1) plantar 30.000 mudas de árvores de espécies
nativas e/ou exóticas em áreas naturais degradadas
de mata atlântica, na Serra da Cantareira nos município
de Mairiporã, Caieiras e São Paulo no prazo de um
ano;
(2) ampliar essa escala de intervenção a
médio prazo, com consolidação das parcerias
iniciais e estabelecimento de novas parcerias que favoreçam
a sustentabilidade do projeto e o aumento geral de sua capacidade
para restauração ambiental.
8. COMPOSIÇÃO
GERAL DA EQUIPE DE TRABALHO
1 Coordenador: responsável pela administração
geral do projeto, pelo gerenciamento dos recursos humanos, materiais
e pelo inter relacionamento com parceiros e fornecedores - responsável
pelo abastecimento de mudas, cumprimento de metas, entre outros.
1 Engenheiro Agrônomo: responsável técnico
do projeto, incumbido da avaliação das áreas
degradadas, do planejamento para recuperação ambiental,
do treinamento e supervisão técnica da equipe de
campo e da seleção de espécies de árvores
a serem utilizadas.
1 Auxiliar de Coordenação em Campo: para
acompanhamento diário e orientação da equipe
de restauração ambiental, registro dessas atividades,
mapeamento de áreas atendidas e segurança da equipe.
6 Auxiliares de Campo: para as atividades de restauração
ambiental
1 Técnólogo: para atualização
de informações, prestação de contas
on-line e manutenção do site.
1
Responsável pela Contabilidade: para administração
de pagamentos, encargos sociais, suporte para a coordenação
e prestação de contas.

*
Observa-se que independentemente da data de início do projeto,
serão respeitados os feriados nacionais e locais, não
havendo nenhum outro período de descanso remunerado previsto
para qualquer dos membros da equipe de trabalho durante a execução
do mesmo.
11. INSTRUMENTOS
DE AVALIAÇÃO
A finalidade deste item é relacionar sistemas de avaliação
ou registro de atividades, que sejam de simples aplicação,
objetivos e precisos na transcrição das informações.
Dentre os instrumentos que propomos para registro e avaliação
das atividades realizadas em campo e seus resultados, podemos
citar:
" Registro do número de mudas plantadas por espécie;
" Registro geral de mudas plantadas;
" Registro geral de mudas assimiladas pelo ecossistema em
um ano;
" Avaliação e registro longitudinal de mudas
assimiladas de 2 em 2 anos
" Censo de mudas assimiladas a cada 4 anos;
" Registro de metros quadrados recuperados;
" Avaliação do projeto pelos membros da equipe
de trabalho;
" Avaliação do projeto pelos parceiros;
" Fotografias de grandes áreas no início a
ao final do processo de recuperação;
" Mapas indicando as áreas restauradas a cada ano;
" Avaliação percentual da metragem de áreas
recuperadas com relação à metragem total
das áreas degradadas atendidas ao longo do projeto;
12. BENEFICIÁRIOS
Classificamos os beneficiários do projeto em dois grupos
distintos: beneficiários diretos e indiretos. Os
beneficiários diretos constituem os ecossistemas
diretamente atendidos, mananciais a estes sistemas relacionados,
fauna diversificada destes locais e populações que
se beneficiem direta ou indiretamente destas áreas. Serão
considerados beneficiários indiretos as pessoas
e animais de futuras gerações que venham a se beneficiar
destes recursos naturais. Os beneficiários indiretos não
podem ser contabilizados.
13. ORGANIZAÇÕES
CO-PARTICIPANTES
Como anteriormente mencionado, este projeto depende fundamentalmente
da participação de outras organizações
parceiras. Apresentamos portanto as organizações
co-participantes, descrevendo suas atribuições no
projeto:
1) A SABESB irá participar do projeto fornecendo
2.500 mudas por mês e 30.000 mudas ano, garantindo o transporte
das mudas e indicando áreas para recuperação
ambiental, que sejam associadas à preservação
do sistema de mananciais e/ou que estejam sob a administração
da própria organização, locais onde a segurança
das novas mudas será melhor garantida.
2) A Prefeitura Municipal de Mairiporã irá
participar do projeto oferecendo ponto logístico para armazenamento
de mudas a serem plantadas no município, a contrapartida
de seu engenheiro agrônomo, podendo ainda indicar locais
para a atividade de restauração ambiental.