INSTITUTO
GUATAMBU
www.guatambu.org
Benvindo ao site do Instituto Guatambu de Cultura
Guatambu (A Árvore)
Projetos em Desenvolvimento
Realizações do IGC



(c) copyright Guatambu


Projeto Cuca 2006


Clique Aqui


.



..


Fotos e Vídeos





Hospedagem:

www.multihost.com.br




Instituto Guatambu de Cultura
Educação, Cultura e Meio Ambiente

Email:guatambu@guatambu.org

Programa Natureza Viva
Projeto Nova Árvore - restauração ambiental

SOBRE A ONG
Nome: Instituto Guatambu de Cultura
CNPJ: 03.497.396/0001-12 / Inscrição Municipal Mairiporã: Nº 9.412
Endereço: Av. Manoel Martins, 567
Jd Samambaia, Mairiporã - SP - CEP 07600-000
Telefone/Fax: (5511) 4485-2373
Presidente: Ronilda Ribeiro

Principais parceiros da organização:
Associação de Apoio ao Programa Capacitação Solidária (AAPCS),
Parque Estadual Alberto Löfgren,
Parque Estadual da Cantareira (PEC),
Parque Estadual do Jaraguá,
Prefeitura de Mairiporã,
SABESP,
Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo e
Universidade Paulista (UNIP).

Programa Natureza Viva
- Projeto Nova Árvore - restauração ambiental -

1. QUANTO À PROPOSTA
Devido ao fato de estarmos inseridos em região de mata atlântica na Serra da Cantareira, temos a oportunidade de acompanhar o constante impacto ambiental causado pela crescente ocupação humana na região. Preocupados com a preservação das reservas de mata, de áreas de mananciais e de diferentes espécies animais, buscamos por meio deste projeto propor uma ação contrária à degradação ambiental, através da atividade de restauração ambiental de áreas naturais degradadas neste bioma.
Trata-se portanto de um grande desafio: de recuperação de matas ciliares, ampliação de áreas de reserva de biosfera de mata atlântica e ampliação de recursos naturais relacionados a estes ecossistemas, visando não só a qualidade de vida das gerações vindouras em âmbito nacional e global, como a preservação de diferentes espécies brasileiras.

(...) Na área originalmente ocupada pela Mata Atlântica e seus ecossistemas associados se concentram hoje cerca de 2/3 da população brasileira. A ocupação desordenada dessa região fez com que mais de 90% dessas florestas tenham sido devastadas, tornando a proteção de seus remanescentes uma das maiores prioridades ambientais em termos planetários.
Conselho Nacional da Reserva da Biosfera, Caderno nº 7 - Carta de São Vicente - 1560

2. PROGRAMA NATUREZA VIVA
O Programa Natureza Viva tem o objetivo de combater a degradação ambiental sofrida pela mata atlântica, priorizando regiões de reserva da biosfera e de mananciais. Isso se pretende através da implantação de um conjunto de projetos inter-relacionados e articulados em torno de um eixo comum, abrangendo propostas como: educação ambiental dos moradores de regiões de mata, educação ambiental dos jovens alunos de escolas localizadas nas imediações, promoção de passeios para estudo do meio, incentivo à coleta seletiva de lixo, recuperação de áreas degradadas, formação de agentes comunitários de monitoramento ambiental, entre outras.
O presente projeto integra portanto, um programa mais abrangente que tem por eixo a recuperação e preservação das reservas naturais da mata atlântica.

"Assim, para onde quer que nos voltemos, reencontramos esse mesmo paradoxo lancinante: de um lado, o desenvolvimento contínuo de novos meios técnico-científicos potencialmente capazes de resolver as problemáticas ecológicas dominantes e determinar o reequilíbrio das atividades socialmente úteis sobre a superfície do planeta e, de outro lado, a incapacidade das forças sociais organizadas e das formações subjetivas constituídas de se apropriar desses meios para torná-los operativos".
Félix Guattari, As Três Ecologias

3. RESPONSÁVEIS PELO PROJETO

COORDENAÇÃO
Eduardo Ribeiro Frias - Psicólogo Organizacional, Educacional e Clínico; Pesquisador
Tel-fax (comercial) 4485-2373 CRP: 06/55240-5
Endereço Comercial: Instituto Guatambu de Cultura
Av. Manoel Martins, 567 - Jardim Samambaia, Mairiporã - SP. CEP: 07600-000

RESPONSÁVEL TÉCNICO
José Rafael Pinheiro Tostes - Mestre em Engenharia Agrícola, Gestor de Projetos
Tel-fax (comercial) 4419-8018 e 4419-8023 CREA: 5060158243
Endereço Comercial: Secretaria de Obras - Prefeitura Municipal de Mairiporã
R. Al. Tibiriçá, 374. Vila Nova, Mairiporã - SP - CEP: 07600-000

4. RESUMO DA PROPOSTA
Tendo em vista a urgente necessidade de concretizar iniciativas em prol da recuperação e preservação dos recursos naturais de nosso país, este projeto propõe a restauração ambiental de áreas degradadas da mata atlântica na serra da cantareira, nos município de Mairiporã. Caieiras, Franco da Rocha e São Paulo, visando a preservação de importantes recursos hídricos desta região e a ampliação das reservas de biosfera associadas a este bioma - que inclui: a Floresta Ombrófila Densa, a Floresta Ombrófila Mista, a Floresta Estacional Decidual e os ecossistemas associados.

Na atividade de recuperação ambiental, serão atendidas áreas públicas, áreas associadas ao sistema de mananciais e remanescentes de mata ciliar, áreas gerenciadas por parques estaduais de São Paulo, áreas gerenciadas pela SABESP e reservas particulares, conforme a indicação das instituições co-participantes como a Prefeitura Municipal de Mairiporã e a SABESP.

A atuação sincronizada e integrada com estes parceiros permitirá localizar e priorizar as áreas degradadas na região, organizando a ação de recuperação ambiental das mesmas segundo urgência, viabilidade e sustentabilidade da iniciativa. Neste contexto estabelecemos a meta inicial de reposição de 30.000 mudas de árvores de diferentes espécies nativas da mata atlântica nestas áreas, no período de um ano.

"A Mata Atlântica (...) originalmente cobria o território brasileiro com cerca de 100 milhões de hectares de extensão (...). Atualmente possui apenas 5% de florestas primárias, caracterizando-se como a mais ameaçada em extinção dentre as florestas tropicais do mundo (...)".
Conselho Nacional da Reserva da Biosfera, Caderno 14 - Recuperação de Áreas Florestais Degradadas Utilizando a Sucessão e as Interações Planta - Animal

5. JUSTIFICATIVA COM ANÁLISE DE CONTEXTO
Ao idealizar a tarefa de preservar a fauna e a flora remanescentes frente à contínua e progressiva ocupação humana em áreas naturais, julgamos que dentre os principais fatores que levam à destruição do meio ambiente estejam a falta de reposição dos recursos naturais utilizados, de fiscalização e denúncia, ou simplesmente, o descaso para com a natureza e a necessidade de preservação de seus recursos.

Estes problemas e as preocupações que deles decorrem nos leva ao envolvimento com a temática do desenvolvimento sustentável, que busca atender as necessidades do presente sem comprometer a capacidade das gerações futuras de atenderem suas próprias necessidades (cf. definição da Comissão Mundial Meio Ambiente e Desenvolvimento).

As perspectivas de solução para uma problemática de tal ordem, para que sejam eficazes, devem ser concretizadas de modo dinâmico e inter-disciplinar, visando o atendimento de cada faceta do problema, o que pressupõe a abordagem dos aspectos sócio econômicos, o desenvolvimento de programas culturais e educacionais, bem como a atuação prática de fiscalização e recuperação de áreas degradadas pela presença humana.

A perspectiva global apresentada pela Comissão Mundial de Meio Ambiente e Desenvolvimento e pelo Relatório do Banco Mundial permite leitura acurada de situações particulares de modo a favorecer propostas de intervenção nessas situações. Pensar globalmente para agir localizadamente caracteriza uma postura que encontra em León Tolstói uma expressão poética: se queres ser universal pinte a sua aldeia. Com essa ótica, pretendemos trabalhar objetivos gerais e específicos, de modo articulado, conforme descrito a seguir.

6. OBJETIVOS

Objetivos Gerais
(1) favorecer a ampliação e preservação de reservas de biosfera de mata atlântica através da recuperação de áreas naturais degradadas neste bioma; (2) favorecer a preservação de áreas de mananciais e da qualidade das águas, através da recomposição de matas ciliares degradas; (3) fortalecer viveiros de silvicultura gerenciados por organizações co-participantes voltadas às questões ambientais, através da utilização de suas mudas; (4) estabelecer a médio prazo novos parceiros, envolvendo empresas locais e pessoas físicas com a responsabilidade social de preservação ambiental.

Objetivo Específico
Contrapor a degradação ambiental sofrida pela mata atlântica em inúmeros focos, através da atividade de reposição de espécies nativas para recuperação de áreas naturais impactadas.

7. METAS
(1) plantar 30.000 mudas de árvores de espécies nativas e/ou exóticas em áreas naturais degradadas de mata atlântica, na Serra da Cantareira nos município de Mairiporã, Caieiras e São Paulo no prazo de um ano;
(2) ampliar essa escala de intervenção a médio prazo, com consolidação das parcerias iniciais e estabelecimento de novas parcerias que favoreçam a sustentabilidade do projeto e o aumento geral de sua capacidade para restauração ambiental.

8. COMPOSIÇÃO GERAL DA EQUIPE DE TRABALHO
1 Coordenador: responsável pela administração geral do projeto, pelo gerenciamento dos recursos humanos, materiais e pelo inter relacionamento com parceiros e fornecedores - responsável pelo abastecimento de mudas, cumprimento de metas, entre outros.
1 Engenheiro Agrônomo: responsável técnico do projeto, incumbido da avaliação das áreas degradadas, do planejamento para recuperação ambiental, do treinamento e supervisão técnica da equipe de campo e da seleção de espécies de árvores a serem utilizadas.
1 Auxiliar de Coordenação em Campo: para acompanhamento diário e orientação da equipe de restauração ambiental, registro dessas atividades, mapeamento de áreas atendidas e segurança da equipe.
6 Auxiliares de Campo: para as atividades de restauração ambiental
1 Técnólogo: para atualização de informações, prestação de contas on-line e manutenção do site.
1 Responsável pela Contabilidade: para administração de pagamentos, encargos sociais, suporte para a coordenação e prestação de contas.


*
Observa-se que independentemente da data de início do projeto, serão respeitados os feriados nacionais e locais, não havendo nenhum outro período de descanso remunerado previsto para qualquer dos membros da equipe de trabalho durante a execução do mesmo.

11. INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO
A finalidade deste item é relacionar sistemas de avaliação ou registro de atividades, que sejam de simples aplicação, objetivos e precisos na transcrição das informações.
Dentre os instrumentos que propomos para registro e avaliação das atividades realizadas em campo e seus resultados, podemos citar:
" Registro do número de mudas plantadas por espécie;
" Registro geral de mudas plantadas;
" Registro geral de mudas assimiladas pelo ecossistema em um ano;
" Avaliação e registro longitudinal de mudas assimiladas de 2 em 2 anos
" Censo de mudas assimiladas a cada 4 anos;
" Registro de metros quadrados recuperados;
" Avaliação do projeto pelos membros da equipe de trabalho;
" Avaliação do projeto pelos parceiros;
" Fotografias de grandes áreas no início a ao final do processo de recuperação;
" Mapas indicando as áreas restauradas a cada ano;
" Avaliação percentual da metragem de áreas recuperadas com relação à metragem total das áreas degradadas atendidas ao longo do projeto;

12. BENEFICIÁRIOS
Classificamos os beneficiários do projeto em dois grupos distintos: beneficiários diretos e indiretos. Os beneficiários diretos constituem os ecossistemas diretamente atendidos, mananciais a estes sistemas relacionados, fauna diversificada destes locais e populações que se beneficiem direta ou indiretamente destas áreas. Serão considerados beneficiários indiretos as pessoas e animais de futuras gerações que venham a se beneficiar destes recursos naturais. Os beneficiários indiretos não podem ser contabilizados.

13. ORGANIZAÇÕES CO-PARTICIPANTES
Como anteriormente mencionado, este projeto depende fundamentalmente da participação de outras organizações parceiras. Apresentamos portanto as organizações co-participantes, descrevendo suas atribuições no projeto:

1) A SABESB irá participar do projeto fornecendo 2.500 mudas por mês e 30.000 mudas ano, garantindo o transporte das mudas e indicando áreas para recuperação ambiental, que sejam associadas à preservação do sistema de mananciais e/ou que estejam sob a administração da própria organização, locais onde a segurança das novas mudas será melhor garantida.

2) A Prefeitura Municipal de Mairiporã irá participar do projeto oferecendo ponto logístico para armazenamento de mudas a serem plantadas no município, a contrapartida de seu engenheiro agrônomo, podendo ainda indicar locais para a atividade de restauração ambiental.