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Instituto Guatambu de Cultura
Educação, Cultura e Meio Ambiente

Email:guatambu@guatambu.org

Programa Natureza Viva
Projeto Caminhos da Mata - ecoturismo e educação ambiental

SOBRE A ONG
Nome: Instituto Guatambu de Cultura
CNPJ: 03.497.396/0001-12 / Inscrição Municipal Mairiporã: Nº 9.412
Endereço: Av. Manoel Martins, 567
Jd Samambaia, Mairiporã - SP - CEP 07600-000
Telefone/Fax (5511) 4485-2373
Presidente: Ronilda Ribeiro

Principais parceiros da organização:
Associação de Apoio ao Programa Capacitação Solidária (AAPCS),
Parque Estadual Alberto Löfgren,
Parque Estadual da Cantareira (PEC),
Parque Estadual do Jaraguá,
Prefeitura Municipal de Mairiporã,
SABESP,
Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo e
Universidade Paulista (UNIP).

DADOS SOBRE A UNIDADE DE CONSERVAÇÃO PARTICIPANTE

Nome: Parque Estadual da Cantareira
Núcleo Pedra Grande (Sede)
Decreto Número: 41.626/63
Endereço Rua do Horto, 1799. Horto Florestal, São Paulo - SP
CEP: 02377-000
Telefone (11) 6232-5049 - Fax (11) 6232-5049
E-mail pqcantareira@uol.com.br
Diretor Fernando Déscio

Histórico e Finalidade da Organização:
O Parque Estadual da Cantareira (PEC) é uma Unidade de Conservação constituída em 1963 pelo Decreto Lei Nº 41.626/63, com a finalidade principal de preservação dos recursos hídricos e outros atributos naturais da região. Sua área possui 7.916,52 hectares e engloba os municípios de São Paulo, Caieiras, Mairiporã e Guarulhos. Possui 90,5 Km de perímetro e diversos tipos de ocupação do solo em seu entorno, como sítios, chácaras, loteamentos de alto padrão, pedreiras, estabelecimentos comerciais, áreas densamente urbanizadas e terrenos de mata nativa.

Antes de ser convertida em Unidade de Conservação, a área do PEC já havia sido tombada no final do século passado, como forma de garantir o abastecimento de água da cidade de São Paulo, através da preservação e utilização das Represas do Engordador, Barrocada e Cabuçu. Estas represas e outros mananciais da região, são responsáveis pelo abastecimento de 60% da região metropolitana de São Paulo no momento presente. No entanto, a conservação desta área garante não só a preservação da qualidade das águas, como também a preservação de vasta flora e incontáveis espécies da fauna brasileira.

Uma das características das florestas tropicais úmidas como a mata atlântica, é a grande variedade de árvores, arbustos e outras plantas. Chamam especialmente a atenção aquelas que ocupam o tronco das árvores: epífitas, lianas, musgos e líquens.

Na mata atlântica encontramos uma infinidade de seres vivos: mais de um milhão de espécies de insetos e outros invertebrados, centenas de aves, pássaros, répteis e mamíferos que estabelecem com a floresta relações de troca vitais para sua mútua perpetuação.

Atualmente, o PEC conta com três núcleos abertos à visitação pública: o Núcleo Pedra Grande, o Núcleo Águas Claras e o Núcleo do Engordador (ver endereços nos anexos).

Estes núcleos se encontram abertos à freqüência pública aos finais de semana e feriados, estando suas instalações disponíveis para o atendimento de grupos escolares de terça à sexta e nestas ocasiões, fechado para outros visitantes. Os grupos escolares são agendados e atendidos gratuitamente no caso de pertencerem ao sistema público de ensino, enquanto escolas particulares e os visitantes dos finais de semana contribuem com uma tarifa de R$ 2,00 na entrada, sendo caracterizados como população com maior poder aquisitivo.

A capacidade de atendimento atual do PEC - Nucleo Pedra Grande abrange em média 160 grupos escolares por ano, ou mais de 4200 estudantes e em torno de 9.120 visitantes ao ano, entre visitantes habituais e ocasionais.

Programa Natureza Viva

Projeto Caminhos da Mata - ecoturismo e educação ambiental -

1. QUANTO À PROPOSTA
Devido ao fato de estarmos inseridos em região de mananciais e de reservas de mata atlântica na Serra da Cantareira no Estado de São Paulo, temos a oportunidade de acompanhar diferentes e constantes formas de impacto ambiental, causadas pela ocupação e freqüência humanas em regiões naturais e favorecidas, entre outros fatores, pela falta de esclarecimento sobre a importância de manutenção das reservas de biosfera, tanto por parte dos agressores diretos (madeireiras, palmiteiros, caçadores, empresários, invasores, moradores e outros), como por parte dos agressores indiretos (consumidores de animais silvestres, palmitos, peles e móveis produzidos de forma irregular e sem licença).
Preocupados com a preservação das reservas de mata, de áreas de mananciais e de diferentes espécies animais, buscamos por meio deste projeto propor uma ação contrária à degradação ambiental, através da atividade de ecoturismo e de educação ambiental de crianças jovens de diversas localidades, matriculados em instituições de escolarização formal.
A proposta prevê (1) a recepção turística de turmas de diferentes séries e escolas, inserindo neste atendimento o desenvolvimento de atividades de educação ambiental e sensibilização, buscando unificar o lazer à aprendizagem, introduzindo a temática do desenvolvimento sustentável e incentivando sua abordagem transdisciplinar por representantes do corpo docente das escolas após a visita; (2) a implementação no uso público dos visitantes, inserindo inicialmente recepção e monitoramento em trilhas.

2. PROGRAMA NATUREZA VIVA
O Programa Natureza Viva tem o objetivo de combater a degradação ambiental sofrida pela mata atlântica, priorizando regiões de reserva da biosfera e de mananciais. Isso se pretende através da implantação de um conjunto de projetos inter-relacionados e articulados em torno de um eixo comum, abrangendo propostas como: educação ambiental dos moradores de regiões de mata, educação ambiental de crianças e jovens matriculados na educação formal, promoção de passeios para estudo do meio, incentivo à coleta seletiva de lixo, produção de mudas de árvores nativas, recuperação de áreas de mata atlântica degradadas, formação de agentes comunitários de monitoramento ambiental, entre outras.
O presente projeto integra portanto, um programa mais abrangente que tem por eixo a recuperação e preservação das reservas naturais da mata atlântica.

"Assim, para onde quer que nos voltemos, reencontramos esse mesmo paradoxo lancinante: de um lado, o desenvolvimento contínuo de novos meios técnico-científicos potencialmente capazes de resolver as problemáticas ecológicas dominantes e determinar o reequilíbrio das atividades socialmente úteis sobre a superfície do planeta e, de outro lado, a incapacidade das forças sociais organizadas e das formações subjetivas constituídas de se apropriar desses meios para torná-los operativos".
Félix Guattari, As Três Ecologias

3. RESPONSÁVEIS PELO PROJETO COORDENAÇÃO
Eduardo Ribeiro Frias - Psicólogo Organizacional, Educacional e Clínico; Pesquisador
Tel-fax (11) 4485-2373 (com.) CRP: 06/55240-5
E-mail: edfrias90@hotmail.com
Endereço Comercial: Avenida Manoel Martins, 567. Jardim Samambaia.
Mairiporã - SP. CEP: 02554-040

COORDENAÇÃO
Aparecida Pereira - Coordenadora de Uso Público do PEC
Arte Educadora, Gestora Ambiental
Tel-fax (11) 6232-5049 (com.) 6232-5046 (com.)
E-mail: pqcantareira@uol.com.br
Endereço Comercial: Rua do Horto, 1.799. Horto Florestal.
São Paulo - SP. CEP: 02377-000

AUXILIAR TÉCNICO DE COORDENAÇÃO
Ricardo Amaral - Tursimólogo, Monitor Ambiental
Tel- (11) 6232-5049 (com.)
E-mail: ricamaral25@bol.com.br
Endereço Comercial: Rua do Horto, 1.799. Horto Florestal.
São Paulo - SP. CEP: 02377-000

4. RESUMO DA PROPOSTA
A proposta deste projeto resume-se no atendimento de jovens estudantes das escolas públicas e particulares de São Paulo e outros municípios, com idades variadas e em diferentes etapas do processo de educação formal, em programa de ecotursimo e educação ambiental, visando complementar sua educação escolar, através da introdução da temática do desenvolvimento sustentável e da responsabilidade social de preservação dos recursos naturais de nossa localidade e de nosso país.
Pretende-se também melhorar a recepção de visitantes do Núcleo Pedra Grande, através da ampliação gradual do escopo de atividades oferecidas.
É também parte da proposta deste projeto, favorecer a constituição de uma rede de cooperação entre primeiro, segundo e terceiro setores (governo, empresas e organizações não governamentais), que tem papel positivo e fundamental ao proporcionar melhorias nos meios social e ambiental, ao constituir relações de parceria das quais todos se beneficiam.


"A Mata Atlântica (...) originalmente cobria o território brasileiro com cerca de 100 milhões de hectares de extensão (...). Atualmente possui apenas 5% de florestas primárias, caracterizando-se como a mais ameaçada em extinção dentre as florestas tropicais do mundo (...)".
Conselho Nacional da Reserva da Biosfera, Caderno 14

5. JUSTIFICATIVA COM ANÁLISE DE CONTEXTO
Ao idealizar a tarefa de preservar a fauna e a flora remanescentes frente à contínua e progressiva ocupação humana em áreas naturais e frente a desenfreada escalada de um consumismo predatório, julgamos que dentre os principais fatores que levam à destruição do meio ambiente estejam a falta de reposição dos recursos naturais utilizados, de consciência sobre a problemática do consumo indiscriminado, de utilização de formas alternativas para o manejo de resíduos, ou simplesmente, o descaso para com a natureza e a necessidade de preservação de seus recursos.
Estes problemas e as preocupações que deles decorrem nos levam ao envolvimento com a temática do desenvolvimento sustentável, que busca atender as necessidades do presente sem comprometer a capacidade das gerações futuras de atenderem suas próprias necessidades (cf. definição da Comissão Mundial Meio Ambiente e Desenvolvimento).
As perspectivas de solução para uma problemática de tal ordem, para que sejam eficazes, devem ser concretizadas de modo dinâmico e multi-disciplinar, visando o atendimento de cada faceta do problema: o que pressupõe a abordagem dos aspectos sócio econômicos, o desenvolvimento de programas culturais e educacionais, bem como a atuação prática de fiscalização e recuperação de áreas degradadas pela presença humana.
A perspectiva global apresentada pela Comissão Mundial de Meio Ambiente e Desenvolvimento e pelo Relatório do Banco Mundial permite leitura acurada de situações particulares de modo a favorecer propostas de intervenção nessas situações. Pensar globalmente para agir localizadamente caracteriza uma postura que encontra em León Tolstói uma expressão poética: se queres ser universal pinte a sua aldeia. Com essa ótica, pretendemos trabalhar objetivos específicos, de modo articulado, conforme descrito a seguir.


6. OBJETIVOS
Objetivos Específicos
(1) favorecer a preservação dos recursos naturais através da sensibilização de crianças e jovens para a questão ambiental; (2) implementar a recepção de visitantes do PEC, no Núcleo Pedra Grande, (3) favorecer o desenvolvimento da consciência de responsabilidade social e ambiental; (4) fortalecer organizações co-participantes com a ampliação de seu escopo de ação através de sua participação no projeto; (5) contribuir com o desenvolvimento de uma consciência de consumo responsável; (6) estabelecer a médio prazo novos parceiros, envolvendo empresas locais e pessoas físicas com a responsabilidade social de preservação ambiental.

Quando estiveres a fazer planos para 1 ano... semeai trigo;
Quando estiveres a fazer planos para 1 década... plantai árvores;
Quando estiveres a fazer planos para a vida... educai, treinai e formai pessoas!

Provérbio da Sabedoria Chinesa


7. METAS
(1) Atender por semana uma média de 8 turmas escolares e 190 visitantes;
(2) Atender em média 2000 estudantes por semestre e 4000 ao ano;
(3) Recepcionar em média 4560 visitantes por semestre e 9120 visitantes por ano;
(4) ampliar essa escala de intervenção a médio prazo, com consolidação das parcerias iniciais e estabelecimento de novas parcerias que favoreçam a sustentabilidade do projeto e o aumento geral de sua capacidade de atendimento.


8. COMPOSIÇÃO GERAL DA EQUIPE DE TRABALHO
1 Coordenador: Eduardo Ribeiro Frias (ver item 3 do projeto)
Responsável pela administração geral do projeto, pelo planejamento de atividades da equipe de monitores, pelo gerenciamento dos recursos humanos, pela avaliação do projeto, pelo cumprimento dos objetivos e metas, pelo relacionamento integrado entre parceiros, beneficiários e equipe de trabalho.
1 Coordenadora: Aparecida Pereira (ver ítem 3 do projeto)
Responsável pelo intercâmbio com a unidade de conservação, responsável pela gestão e implantação do uso público na unidade, pela avaliação das atividades e profissionais relacionados, pelo planejamento e execução das atividades turísticas e educacionais e responsável pela administração dos recursos materiais na unidade.
1 Auxiliar Técnico de Coordenação: Ricardo Amaral (ver item 3 do projeto)
Responsável técnico do projeto, responsável pelo planejamento de atividades da equipe de monitores, incumbido do acompanhamento dos monitores, do treinamento e qualificação continuada dos membros da equipe de campo, do registro de atividades e suporte geral à coordenação.
1 Contadora: para administração de pagamentos, encargos sociais, suporte para a coordenação e prestação de contas.
1 Técnólogo: para atualização de informações, prestação de contas on-line e manutenção do site.
10 Monitores Ambientais:
Para recepção dos beneficiários e visitantes, para o desenvolvimento de atividades recreativas e de educação ambiental, para condução dos grupos em trilhas e para o desenvolvimento das atividades de interpretação ambiental.

11. INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO
A finalidade deste item é relacionar sistemas de avaliação ou registro de atividades, que sejam de simples aplicação, objetivos e precisos na transcrição das informações.
Dentre os instrumentos que propomos para registro e avaliação das atividades realizadas em campo e seus resultados, podemos citar:
" Registro do número geral de indivíduos atendidos por semana, mês, semestre, ano;
" Avaliação periódica do atendimento por amostragem de visitantes;
" Avaliação periódica do atendimento por amostragem de estudantes;
" Avaliação do atendimento por representantes das instituições educacionais;
" Avaliação semestral do projeto pelos responsáveis pela Unidade de Conservação;
" Avaliação semestral do projeto pelos membros da equipe de trabalho.

12. BENEFICIÁRIOS
Classificamos os beneficiários do projeto em dois grupos distintos: beneficiários diretos e indiretos. Os beneficiários diretos constituem os indivíduos atendidos pelo projeto, incluindo os professores e alunos dos grupos escolares, bem como visitantes do PEC - Núcleo Pedra Grande. Serão considerados beneficiários indiretos não só as pessoas que travam contados cotidianos com os indivíduos atendidos e que venham a se beneficiar da experiência adquirida por estes; como também os remanescentes da fauna e da flora e os demais recursos naturais, que venham a ser protegidos e utilizados de modo racional e sustentável pelo conjunto de pessoas sensibilizadas. Os beneficiários indiretos não podem ser contabilizados integralmente e sua contabilização parcial dependeria de acompanhamentos longitudinais.


13. ORGANIZAÇÕES CO-PARTICIPANTES
1) O Parque Estadual da Cantareira - Núcleo Pedra Grande irá participar do projeto fornecendo instalações físicas: banheiros, sala de recursos audio-visuais, quiosque para atividades em grupo, áreas ao ar livre e estrutura de trilhas. O PEC oferece também a contrapartida em RH relacionada ao serviço de secretariado e agendamento, além da contrapartida na coordenação por parte de Aparecida Pereira - Coordenadora de Uso Público da unidade.